TEXTO 01: A ação humana e os limites da Biosfera
Nos últimos séculos, o ser humano tem apresentado um comportamento destrutivo em relação à Biosfera. A mentalidade moderna, que vem imperando desde o surgimento do capitalismo, encara a natureza como um mero instrumento de serviço da humanidade. Essa forma de pensar é essencialmente pragmática ou utilitarista. Para as pessoas que pensam assim, as árvores, os animais, o solo, a água, o ar, a natureza, enfim, só tem importância se servirem para algum objetivo, geralmente econômico, isto é, ligado à busca do lucro ou da satisfação material.
Essa mentalidade moderna e capitalista nasceu no Ocidente, nos países pioneiros da Revolução Industrial (Inglaterra primeiramente, e depois a França, a Alemanha, Estados Unidos e outros), e acabou se propagando por todas as regiões do globo.
A modernização ou ocidentalização do planeta consistiu, entre outras coisas, na adoção dessa mentalidade pragmática e materialista, segundo a qual a natureza constitui uma fonte de recursos que pode ser explorada à vontade em nome do progresso. De acordo com esse raciocínio, o importante é construir pontes, rodovias, edifícios, fábricas, usinas, cultivar áreas cada vez mais extensas, não importando se para isso a paisagem natural tenha de ser sacrificada.
O principal objetivo da mentalidade pragmática é o progresso, que consiste em ter e construir sempre mais: mais casas, mais navios, mais campos de cultivo, mais aviões e cada vez mais velozes, mais automóveis, mais edifícios e cada vez mais altos, mais indústrias, etc.
Para que essa cadeia de mais possa continuar interminavelmente, é preciso que haja espaço à vontade e também condições materiais: solo, ferro, aço, eletricidade, tijolos, petróleo, madeira, etc.. Mas a Biosfera é finita, ou seja, os seus componentes – plantas, solo, água, recursos minerais, etc. – existem em quantidades limitadas. São recursos que um dia vão acabar.
Durante muito tempo se acreditou que a natureza fosse infinita, que os recursos naturais fossem inesgotáveis. Assim, o progresso material nunca teria fim. É que se identificava a natureza com o Universo, que era considerado infinito. Mas a realidade é bem diferente. Hoje sabemos que a natureza que constitui o nosso ambiente e que permite a vida na Terra não se confunde com o Universo e sim com a biosfera, existente somente no nosso planeta. E a biosfera tem limites muito claros. O mais grave é que a humanidade já começou a atingir esses limites.
Vamos examinar a seguir alguns exemplos que mostram como os limites da Biosfera já começaram a ser atingidos pela ação humana. Existem inúmeras formas de poluição, provocadas, entre outros fatores, pelo acúmulo de lixo, pelo ruído produzido nos grandes centros urbanos, pelos agrotóxicos usados na agropecuária, pelo desmatamento, pela contaminação das águas de rios e oceanos, etc. como todos os ecossistemas são interligados, qualquer forma de poluição cedo ou tarde trará conseqüências para toda a Biosfera.
Veremos alguns problemas graves, que começam a causar profundas mudanças na Biosfera e a ameaçar a sobrevivência da humanidade. São eles: o aumento de gás carbônico na atmosfera, o crescimento do buraco na camada de Ozônio e a escassez de água potável.
QUESTIONÁRIO 01
1. Como tem sido o comportamento do ser humano nesses últimos anos em relação à Biosfera? Nos últimos séculos, o ser humano tem apresentado um comportamento destrutivo em relação à Biosfera.
2. Por que o Capitalismo tem acelerado a destruição da natureza? A mentalidade moderna, que vem imperando desde o surgimento do capitalismo, encara a natureza como um mero instrumento de serviço da humanidade.
3. Qual o principal objetivo da mentalidade pragmática? Essa mentalidade pragmática e materialista, é aquela segundo a qual a natureza constitui uma fonte de recursos que pode ser explorada à vontade em nome do progresso.
4. A Biosfera é infinita? Não, a Biosfera é finita, ou seja, os seus componentes – plantas, solo, água, recursos minerais, etc. – existem em quantidades limitadas. São recursos que um dia vão acabar.
5. Dê alguns exemplos que mostram como os limites da Biosfera já começaram a ser atingidos pela ação humana. Existem inúmeras formas de poluição, provocadas, entre outros fatores, pelo acúmulo de lixo, pelo ruído produzido nos grandes centros urbanos, pelos agrotóxicos usados na agropecuária, pelo desmatamento, pela contaminação das águas de rios e oceanos, etc. como todos os ecossistemas são interligados, qualquer forma de poluição cedo ou tarde trará conseqüências para toda a Biosfera.
TEXTO 02: Acúmulo de Gás Carbônico na Atmosfera
Nos dois últimos séculos, com o desenvolvimento da atividade industrial, aumentou muito a presença de gases nocivos na atmosfera. As chaminés das fábricas, os escapamentos dos veículos, os desmatamentos quase sempre seguidos de queimadas e o aquecimento de residências no inverno (especialmente nos climas temperados e frios) são os principais fatores responsáveis pela poluição atmosférica. Esses fatores têm se intensificado muito nas últimas décadas, pois além do elevado crescimento da população mundial, houve também uma enorme expansão da indústria.
Efeito Estufa
Entre os inúmeros gases tóxicos que poluem a atmosfera, o que mais vem preocupando ultimamente é o gás carbônico, ou dióxido de carbônico (CO2), cuja presença na atmosfera vem aumentando desde o século passado. A concentração desse gás passou de 256 partes por milhão (ppm), em 1850 para 300 ppm em 1930 e 350 ppm em 2003. Isso traz sérias conseqüências para o clima, porque a concentração de CO2 na atmosfera acelera o efeito estufa.
Como já vimos, o efeito estufa é a capacidade da atmosfera de reter a radiação solar no planeta, o que explica, entre outras coisas, por que as noites na Terra não são extremamente frias que os dias, tal como ocorre na Lua, onde não há atmosfera. É um efeito mais ou menos semelhante ao de uma estufa, (local envidraçado onde são cultivadas plantas que necessitam de temperatura estável). O vidro (e a atmosfera, no caso do planeta) deixa a radiação solar entrar e retém o calor lá dentro, tal como ocorre nos carros fechados expostos ao sol.
O Efeito Estufa é benéfico para os seres vivos, mas uma quantidade excessiva de gás carbônico contribui para aumentar esse efeito, elevando a temperatura do planeta.
Pesquisas científicas comprovaram que a temperatura média da superfície da Terra subiu quase 1° C de 1880 a 2003, o que pôde ser constatado pelos habitantes do hemisfério norte, especialmente da Europa e da América do Norte.
Se a concentração de gás carbônico na atmosfera continuar aumentando, é provável que nos próximos trinta ou quarenta anos venha a ocorrer uma elevação da temperatura média da atmosfera de elevação da temperatura média da atmosfera de 1,5°C (no mínimo) a 4,5°C (no máximo). Isso poderá trazer sérios problemas, sendo o mais grave deles a fusão de parte do gelo existente nos pólos, especialmente na Antártida. Esse continente é recoberto por grossas camadas de gelo, que, se derreterem, elevarão em 5 ou 6 m o nível médio do mar. Com isso, grande parte das cidades litorâneas de todo o mundo seria inundada.
O Efeito Estufa é a reprodução, em escala planetária, do fenômeno de aquecimento que ocorre quando deixamos um carro fechado sob o sol. A radiação solar atravessa os vidros fechados, aquece o interior do veículo e o carro não consegue escapar, porque os vidros retêm os raios infravermelhos. Disso resulta a elevação da temperatura. Na atmosfera da Terra, o dióxido de carbono e o metano desempenham o mesmo papel do vidro no automóvel: eles não deixam passar parte do calor do Sol que o planeta tenta devolver ao espaço durante a noite, na forma de raios infravermelhos. Uma parte do calor retido volta à superfície e a outra permanece na atmosfera, desregulando o balanço térmico do planeta.
Mas o aumento da temperatura média da Terra provocará também outras alterações importantes no ambiente. Ocorrerão mudanças tão grandes na Biosfera como aconteceu há milhares de anos, quando profundas alterações no planeta influíram na distribuição geográfica dos seres vivos. Algumas áreas desérticas poderão tornar-se mais úmidas e áreas hoje temperadas poderão tornar-se impróprias para a vida humana.
QUESTIONÁRIO 02
1. Qual poluente atmosférico que mais vem nos preocupando? Entre os inúmeros gases tóxicos que poluem a atmosfera, o que mais vem preocupando ultimamente é o gás carbônico, ou dióxido de carbônico (CO2), cuja presença na atmosfera vem aumentando desde o século passado.
2. O que o aumento da concentração de gás carbônico traz para o clima? Isso traz sérias conseqüências para o clima, porque a concentração de CO2 na atmosfera acelera o efeito estufa.
3. O que é o efeito Estufa? O Efeito Estufa é a capacidade da atmosfera de reter a radiação solar no planeta, o que explica, entre outras coisas, por que as noites na Terra não são extremamente frias que os dias, tal como ocorre na Lua, onde não há atmosfera.
4. O efeito estufa é benéfico para os seres vivos? O Efeito Estufa é benéfico para os seres vivos, mas uma quantidade excessiva de gás carbônico contribui para aumentar esse efeito, elevando a temperatura do planeta.
5. O que pode aumentar a temperatura do planeta? A emissão de gases tóxicos que poluem a atmosfera, principalmente uma quantidade excessiva de gás carbônico.
6. Quais são as conseqüências do aumento da quantidade de gás carbônico no planeta? Se a concentração de gás carbônico na atmosfera continuar aumentando, é provável que nos próximos trinta ou quarenta anos venha a ocorrer uma elevação da temperatura média da atmosfera de elevação da temperatura média da atmosfera
7. Cite algumas mudanças que o aumento da temperatura média no planeta Terra pode provocar no meio ambiente. Isso poderá trazer sérios problemas, sendo o mais grave deles a fusão de parte do gelo existente nos pólos, especialmente na Antártida. Esse continente é recoberto por grossas camadas de gelo, que, se derreterem, elevarão em 5 ou 6 m o nível médio do mar. Com isso, grande parte das cidades litorâneas de todo o mundo seria inundada.
TEXTO 03: Acúmulo de Gás Carbônico na Atmosfera
Na estratosfera, parte da atmosfera situada mais ou menos entre 12 e 80 km de altitude, existe uma camada de ozônio. Esse gás é fundamental para a existência da vida na Biosfera: ele filtra os raios ultravioleta do Sol, impedindo que se cheguem diretamente à superfície terrestre com toda a sua intensidade.
Se os raios ultravioleta não fossem filtrados pelo ozônio, grande parte dos seres vivos não sobreviveria. Dependendo da intensidade com que atingem uma certa área, esses raios podem provocar doenças, como o câncer de pele, ou a queima da pele de animais e folhas de árvores.
Há alguns anos descobriu-se que existe um buraco na Camada de Ozônio, originado provavelmente pela poluição do ar. Certos gases utilizados em sprays, que servem de propelentes (isto é, ajudam a expelir o conteúdo do spray), são os principais responsáveis pela destruição do ozônio na atmosfera. Esses gases são conhecidos como CFCs (Clorofluorcarbonos). Além de servirem como propelentes de sprays de desodorantes e de inseticidas, esses gases também são usados nos motores de geladeiras.
O buraco na camada de ozônio situa-se acima da Antártida, um continente gelado e desabitado (na maior parte do tempo), mas, apesar da proibição do uso de CFC em diversos países, esse buraco vem aumentando e talvez atinja áreas densamente povoadas, o que certamente trará conseqüências desastrosas para os seres vivos em geral.
QUESTIONÁRIO 03
1. Onde está localizada a Camada de Ozônio? Na estratosfera, parte da atmosfera situada mais ou menos entre 12 e 80 km de altitude.
2. Para que serve a Camada de Ozônio? Esse gás é fundamental para a existência da vida na Biosfera: ele filtra os raios ultravioleta do Sol, impedindo que se cheguem diretamente à superfície terrestre com toda a sua intensidade.
3. O que aconteceria se os raios ultravioleta não fossem filtrados? Se os raios ultravioleta não fossem filtrados pelo ozônio, grande parte dos seres vivos não sobreviveria. Dependendo da intensidade com que atingem uma certa área, esses raios podem provocar doenças, como o câncer de pele, ou a queima da pele de animais e folhas de árvores.
4. A Camada de Ozônio está completa? Não. Há alguns anos descobriu-se que existe um buraco na Camada de Ozônio, originado provavelmente pela poluição do ar.
5. O que originou o buraco na Camada de Ozônio? Há alguns anos descobriu-se que existe um buraco na Camada de Ozônio, originado provavelmente pela poluição do ar.
6. Quais são os principais responsáveis pela destruição do Ozônio na Atmosfera? Certos gases utilizados em sprays, que servem de propelentes (isto é, ajudam a expelir o conteúdo do spray), são os principais responsáveis pela destruição do ozônio na atmosfera. Esses gases são conhecidos como CFCs (Clorofluorcarbonos).
7. Onde se situa o buraco na Camada de Ozônio? O buraco na camada de ozônio situa-se acima da Antártida, um continente gelado e desabitado (na maior parte do tempo), mas, apesar da proibição do uso de CFC em diversos países, esse buraco vem aumentando e talvez atinja áreas densamente povoadas, o que certamente trará conseqüências desastrosas para os seres vivos em geral.
TEXTO 04: A crescente escassez de Água potável no mundo
O ano de 2003 foi declarado pela Unesco o Ano Internacional da Água. Você sabe por quê?
Apesar da aparente abundância de água na superfície terrestre, existe uma crescente escassez de água potável, ou seja, de água apropriada para o consumo humano (para beber, cozinhar, tomar banho, etc.) alguns cientistas chegam a dizer que a disputa pela água vai ser uma das principais causas de conflitos e guerras no transcorrer do século XXI.
Como já vimos anteriormente, essa escassez de água resulta do grande crescimento da população mundial nas últimas décadas e, principalmente, da expansão industrial e urbana, que exige a utilização de uma quantidade cada vez maior de água potável, outros fatores que contribuem para agravar os problemas são: poluição de rios, lagos, lençóis subterrâneos, mares e oceanos, desmatamentos e a compactação dos solos, que diminui a capacidade do solo de atuar como uma grande esponja que absorve a água das chuvas.
Na ausência de coberturas vegetais e com solos compactados, a tendência das chuvas é escorrer pela superfície e escoar rapidamente pelos cursos de água. Isso, conseqüentemente, provoca inundações, aceleração no processo de erosão e diminuição da estabilidade dos cursos de água, que ficam menores fora do período de cheias e comprometem, assim, a agricultura e a pesca.
Desde os tempos mais remotos, o ser humano lança seus detritos nos cursos de água. Até a Revolução Industrial, esse procedimento não causava grandes problemas, pois os rios, os lagos, e, principalmente, os oceanos têm um considerável poder de autolimpeza e purificação. Porém, com a industrialização, a situação começou a sofrer alterações profundas.
O volume de detritos despejados nas águas tornou-se cada vez maior, superando a capacidade natural de purificação dos rios e talvez até mesmo a dos oceanos, que é limitada. Além disso, passou-se a lançar na água uma grande quantidade de elementos que não são biodegradáveis, ou seja, que não são decompostos pela natureza.
Tais elementos, como os plásticos, a maioria dos detergentes e os pesticidas, acumulam-se nos rios, lagos e oceanos, diminuindo a capacidade de retenção de oxigênio das águas, prejudicando, assim, a vida aquática e causando a morte de diversas espécies de peixes.
Os sinais de escassez de água doce são inúmeros. O nível dos lençóis freáticos vem baixando constantemente, muitos lagos estão encolhendo e diversos pântanos estão secando. Na agricultura, na indústria e na vida doméstica, as necessidades de água não param de aumentar, paralelamente ao crescimento demográfico e ao aumento do nível dos padrões de vida, que multiplicam o uso da água. Nos anos de 1950, por exemplo, a demanda de água por pessoa era de 400m3 por ano, em média, no mundo como um todo. Hoje, essa demanda já é de 800m3 por habitante, ou seja, o dobro.
Em países cada vez mais populosos, ou com carência de recursos hídricos, já se atingiu o limite de utilização de água. Constatou-se atualmente que 26 países, a maioria situada no continente africano, totalizando 235 milhões de pessoas, sofrem com a escassez de água. Várias outras regiões do mundo também enfrentam problemas semelhantes.
Sintomas de crise já se manifestam até mesmo em países que dispõem de boas reservas. Nos locais onde o nível de bombeamento (extração) das águas subterrâneas é mais intenso que a sua renovação natural, verifica-se um rebaixamento do nível dos lençóis freáticos, que, por esse motivo, exigem maiores investimentos para serem explorados e, ao mesmo tempo, vão se tornando mais salinos.
A superexploração da água é evidente em certas regiões da China, da Índia, do México, da Tailândia, do oeste dos Estados Unidos, da África do Norte e do Oriente Médio.
Particularmente grave é a exploração das águas fósseis ou artesianas, lençóis subterrâneos profundos, que se formaram ao longo de milhares de anos e que não podem ser repostos pelas chuvas anuais. Assim como as jazidas de petróleo, esses lençóis de água não são renováveis.
A Arábia Saudita, por exemplo, conta com essas águas fósseis ou artesianas para satisfazer 75% das suas necessidades, principalmente em face da expansão de sua agricultura nos anos de 1980. Esse país passou de importador a exportador de trigo. Com isso, aumentou muito a exploração saudita das águas subterrâneas e, nesse ritmo, as reservas do país estarão esgotadas em poucas décadas.
Porém, antes mesmo de se esgotarem, essas reservas de água já estarão muito salgadas para serem utilizadas sem um dispendioso tratamento. Portanto, a produção agrícola no país não se apresenta como algo muito durável.
Existem outras regiões que também dependem dos lençóis fósseis subterrâneos, como a Líbia e o noroeste do Texas, onde a imensa reserva aqüífera de Ogallala já está reduzida em 25%. Em Pequim, o nível dos lençóis subterrâneos baixa de um a dois metros por ano, e mais de um terço dos poços já secou. Na Cidade do México, as reservas subterrâneas de água diminuíram, o terreno cedeu e a famosa catedral metropolitana afundou.
Dessa forma, a escassez de água potável é um dos grandes problemas ambientais que a humanidade enfrenta atualmente.
QUESTIONÁRIO 04
1. Quais fatores contribuem para a escassez de água potável mundial? Essa escassez de água resulta do grande crescimento da população mundial nas últimas décadas e, principalmente, da expansão industrial e urbana, que exige a utilização de uma quantidade cada vez maior de água potável, outros fatores que contribuem para agravar os problemas são: poluição de rios, lagos, lençóis subterrâneos, mares e oceanos, desmatamentos e a compactação dos solos, que diminui a capacidade do solo de atuar como uma grande esponja que absorve a água das chuvas.
2. Como o desmatamento contribui para a escassez de água potável no mundo? Na ausência de coberturas vegetais e com solos compactados, a tendência das chuvas é escorrer pela superfície e escoar rapidamente pelos cursos de água. Isso, conseqüentemente, provoca inundações, aceleração no processo de erosão e diminuição da estabilidade dos cursos de água, que ficam menores fora do período de cheias e comprometem, assim, a agricultura e a pesca.
3. O ser humano lança seus detritos na água há muito tempo. Por que hoje a capacidade natural de purificação da água está comprometida? O volume de detritos despejados nas águas tornou-se cada vez maior, superando a capacidade natural de purificação dos rios e talvez até mesmo a dos oceanos, que é limitada. Além disso, passou-se a lançar na água uma grande quantidade de elementos que não são biodegradáveis, ou seja, que não são decompostos pela natureza.
4. O que acontece com a água dos rios quando são lançados elementos plásticos, detergentes e pesticidas? Tais elementos, como os plásticos, a maioria dos detergentes e os pesticidas, acumulam-se nos rios, lagos e oceanos, diminuindo a capacidade de retenção de oxigênio das águas, prejudicando, assim, a vida aquática e causando a morte de diversas espécies de peixes.
5. Que sinais podemos verificar na natureza do esgotamento desse recurso? O nível dos lençóis freáticos vem baixando constantemente, muitos lagos estão encolhendo e diversos pântanos estão secando. Na agricultura, na indústria e na vida doméstica, as necessidades de água não param de aumentar, paralelamente ao crescimento demográfico e ao aumento do nível dos padrões de vida, que multiplicam o uso da água.
6. O que a escassez de água potável representa para a humanidade atualmente? Dessa forma, a escassez de água potável é um dos grandes problemas ambientais que a humanidade enfrenta atualmente
TEXTO 05: Problemas ambientais nos grandes centros urbanos
As grandes e médias cidades normalmente são mais poluídas do que as pequenas organizações urbanas ou o meio rural. Isso porque nelas se concentra maior número de indústrias, veículos e pessoas, agravando o acúmulo de lixo, de resíduos, as emissões industriais, o congestionamento, a poluição atmosférica e sonora, entre outros problemas.
Por exemplo, as grandes cidades brasileiras têm carência de áreas verdes (parques, praças e um número considerável de árvores). Estabeleceu-se internacionalmente que são necessários no mínimo 16m2 de área verde por habitante. Essa proporção é respeitada em cidades européias como Londres, Estocolmo, Copenhague, Viena, entre outras. Mas no Brasil, isso é raro: em São Paulo, por exemplo, existem apenas 4,5m2 de área verde por habitante. Isso agrava a poluição do ar e torna mais restritas as opções de lazer da população que as áreas verdes propiciam.
Nos grandes centros urbanos do Brasil temos ainda o problema do lixo e dos esgotos. O volume de lixo produzido por pessoa é enorme nas sociedades industrializadas. Um estudo do IBGE mostrou que, em média, cada morador de área urbana no Brasil produz 220 kg de lixo domiciliar por ano. Se somarmos a isso os resíduos produzidos pelas indústrias, escritórios, restaurantes, hospitais, teremos em média 500 kg de lixo anual por pessoa. Além do que, por ser muito perigoso, o lixo hospitalar deve receber coleta especial e ser incinerado, e isso nem sempre ocorre.
As grandes cidades e muitas das cidades médias não vêm encontrando solução adequada para o lixo que produzem. Boa parte desse lixo é jogada em terrenos baldios e, com as chuvas, pode se infiltrar no solo, contaminando as águas subterrâneas. Além disso, os esgotos urbanos geralmente são despejados em rios que atravessam a cidade, poluindo-os e transformando-os, muitas vezes em rios fétidos e “mortos”, isto é, sem peixes.
Salvo em alguns tipos de indústria (como a indústria do alumínio, do vidro e do papel) e em algumas poucas cidades, ainda é raro o reaproveitamento ou reciclagem do lixo no Brasil, procedimento comumente adotado nos países desenvolvidos, após a coleta seletiva dos resíduos.
Resumidamente, esse processo se inicia com a separação do lixo – papéis, material orgânico, vidros, plásticos e metais – e a reutilização do material: latinhas de alumínio para indústrias que as fabricam (o mesmo vale para vidro, papéis, e papelão), material orgânico para a produção de adubos e para uso em biodigestores, entre outros.
Existem também as usinas de reciclagem e compostagem do lixo, que separam os materiais recicláveis, enviam para as indústrias correspondentes e transformam o lixo orgânico em adubos, num processo denominado compostagem. Os resíduos que não podem ser reaproveitados devem ser queimados (em usinas de incineração) ou comprimidos e encaminhados para aterros sanitários, o que evita a proliferação de muitas doenças.
QUESTIONÁRIO 05
1. Por que as grandes e médias cidades normalmente são mais poluídas do que as pequenas organizações urbanas ou o meio rural? Porque nelas se concentra maior número de indústrias, veículos e pessoas, agravando o acúmulo de lixo, de resíduos, as emissões industriais, o congestionamento, a poluição atmosférica e sonora, entre outros problemas.
2. Em relação à carência de áreas verdes, qual é a área verde estabelecida internacionalmente por habitante? Estabeleceu-se internacionalmente que são necessários no mínimo 16m2 de área verde por habitante.
3. O que aponta o IBGE em relação a produção de lixo domiciliar por ano? Um estudo do IBGE mostrou que, em média, cada morador de área urbana no Brasil produz 220 kg de lixo domiciliar por ano.
4. As grandes cidades e muitas das cidades médias vêm encontrando solução adequada para o lixo que produzem? Não. As grandes cidades e muitas das cidades médias não vêm encontrando solução adequada para o lixo que produzem. Boa parte desse lixo é jogada em terrenos baldios e, com as chuvas, pode se infiltrar no solo, contaminando as águas subterrâneas.
5. Como é destinado o esgoto urbano? Os esgotos urbanos geralmente são despejados em rios que atravessam a cidade, poluindo-os e transformando-os, muitas vezes em rios fétidos e “mortos”, isto é, sem peixes.
6. Como é feito nas cidades o reaproveitamento ou reciclagem do lixo no Brasil? Salvo em alguns tipos de indústria (como a indústria do alumínio, do vidro e do papel) e em algumas poucas, procedimento comumente adotado nos países desenvolvidos, após a coleta seletiva dos resíduos.
7. O que é o reaproveitamento ou reciclagem do lixo? Esse processo se inicia com a separação do lixo – papéis, material orgânico, vidros, plásticos e metais – e a reutilização do material: latinhas de alumínio para indústrias que as fabricam (o mesmo vale para vidro, papéis, e papelão), material orgânico para a produção de adubos e para uso em biodigestores, entre outros.
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